ÓLEO DE TEA TREE E ATIVIDADE ANTIBIÓTICA

Conheça mais sobre os quimiotipos do óleo de tea tree (Melaleuca alternifolia), um dos antibióticos naturais mais potentes conhecidos!
As propriedades medicinais do óleo de tea tree são conhecidas por centenas de anos pela tribo australiana de aborígines Bundialung. Eles tratavam muitas afecções com macerados das folhas da árvore e costumavam nadar na lagoa onde as folhas caídas haviam tornado a água um banho terapêutico.
Em 1920, o Dr. A. R. Penefold, um químico do governo em Sidney, Austrália, recebeu o crédito pelo início da pesquisa clínica em seres humanos e documentação dos diversos benefícios associados com o óleo de tea tree. Seus estudos determinaram que o óleo de tea tree possuía um potencial cerca de 11 a 13 vezes mais poderoso do que o ácido carbólico (fenol) para matar bactérias e fungos, contudo não queimando a pele apesar disso. Os resultados de suas pesquisas foram além das expectativas. O óleo de tea tree veio a ser tão valorizado pelo governo australiano que, durante a Segunda Guerra Mundial, todos envolvidos na produção e fornecimento deste óleo foram dispensados do serviço militar com o objetivo de suprirem a demanda dos soldados britânicos e australianos nas frentes de batalha. O óleo entrou na maleta de primeiros socorros de todos os soldados, e era chamado de “kit medicinal engarrafado”.
O óleo de tea tree pode ser classificado em 3 quimiotipos principais de acordo com os teores de seus princípios ativos, que podem variar conforme clima, ph do solo, temperatura, etc.
O QT 1 do tea tree possui o teor mais elevado de terpinen-4-ol, variando de 30-45%. Óleo comumente de origem australiana e brasileira. Alguns óleos produzidos no Brasil possuem qualidade tão boa, às vezes até melhor, que a Australiana.
O QT2 possui mais 1,8-cineol (=eucaliptol), chegando a cerca de 15% (a partir deste quimiotipo, pode-se criar a classificação de mais 3 variedades de óleos (6 então no total), que surgem pela variação dos teores dos outros dois principais componentes junto aos 15% de cineol). Óleo de origem chinesa. A Austrália produz, mas praticamente não entra no mercado.
O QT3 possui mais terpinoleno, que pode ir além de 15%. De origem Australiana.
Abaixo colocamos as % obtidas da cromatografia do óleo com seus principais constituintes comparados ao padrão ISO internacional para o óleo de tea tree, que determina os teores aproximados de cada componente para o óleo no mercado.
Constituinte Proporção Padrão ISO alfa-pineno 2.4% 1 – 6% sabineno 0.6% trace – 3.5% alfa-terpineno 10.2% 5 – 13% p-cimeno 2.2% 0.5 – 12% limoneno 1.1% 0.5 – 4% 1,8-cineol 3.6% 0 – 15% gama-terpineno 20.5% 10 – 28% alfa-terpinoleno 3.6% 1.5 – 5.0% terpinen-4-ol 40.2% 30%+ alfa-terpineol 3.1% 1.5 – 8% aromadendreno 1.1% trace – 7% delta-cadineno 1.0% trace – 8% globulol 0.3% trace – 3% viridiflorol 0.3% trace – 1.5%
O princípio ativo mais interessante no óleo é o terpinen-4-ol (ou terpinenol 4), que fornece ao óleo praticamente todas as suas propriedades anti-microbiais. O terpinenol 4 quando usado isolado do óleo apresenta resultados semelhantes ao óleo puro, e de forma ainda mais efetiva. Quanto mais terpinenol 4 o óleo contiver, melhor sua ação anti-infecciosa.
O cineol, também conhecido como eucaliptol, agrega ao óleo, quando presente em grandes porcentagens (15%), potencial expectorante e descongestionante das vias respiratórias. Mas se aumentar muito no óleo, diminui o teor de terpineol 4, diminuindo também a eficácia do mesmo contra-infecções.
Os outros componentes do óleo (terpinoleno, terpineno, etc), na sua maioria terpenos, lhe concederão propriedades solventes úteis por exemplo em varizes, trombose e flebites (uso local). Também possuirão algumas propriedades anti-infecciosas e anti-oxidantes, mas se aumentarem muito no óleo, interferem na eficácia de ação do terpinenol 4 por torná-lo pouco hidrossolúvel nos tecidos e mais liposolúvel, o que diminui sua rapidez de ação contra microorganimos.
Microorganismos testados com o óleo de tea tree e que foram eliminados nas % abaixo.
GRAM POSITIVE BACTERIA MIC(%v/v)
Staphylococcus aureus 0.5-1.0 Staphylococcus epidermidis 0.5-1.0 Streptococcus pneumoniae 0.25 Streptococcus faecalis 1.0 Streptococcus pyrogenes 1.0 Streptococcus agalactiae 1.25 Propionibacterium acnes 0.75 Beta haemolytic streptococcus 0.5
GRAM NEGATIVE BACTERIA MIC(%v/v)
Escherichia coli 0.5 Klebsiella pneumoniae 1.0-2.0 Citrobacter spp. 0.5-1.0 Shigella sonnei 0.5 Proteus mirabilis 0.5-1.0 Legionella spp. 0.75-1.0 Pseudomonas aeruginosa 2.0
FUNGOS MIC(%v/v)
Trichophyton mentagrophytes 0.75 Trichophyton rubrum 0.5 Aspergillus niger 1.0 Aspergillus flavus 0.25 Candida albicans 0.5 Microsporum canis 1.0 Microsporum gypseum 1.0 Thermoactinomycetes vulgarus 1.25

Referências:

Fábián László Cientista Aromatólogo
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